AL revela pressão dos produtores para não aumentar taxação em MT

Botelho avalia que contribuição do agronegócio passa a ser mais justa

Por Folha Max 03/02/2019 - 19:13 hs
Foto: Reprodução

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual, Eduardo Botelho (DEM), revelou que umas das maiores pressões que os deputados sofreram durante análise dos projetos encaminhados pelo Executivo neste início de ano foi relacionado à taxação do agronegócio. Segundo ele, houve “ameaça, choradeira e relatos de falência” por parte dos mega produtores.

“Houve muita chiadeira, muita choradeira, teve gente que disse que estava quebrado, ou que iria quebrar, que iria a falência, não iria mais plantar. Mas isso aí é normal, as pessoas não gostam de pagar imposto, houve de certa forma alguma pressão do Agro”, disse o democrata em entrevista ao programa Resumo do Dia (TV Brasil Oeste).

O projeto do Executivo de Lei de unificação do Fethab aprovado pelo legislativo eleva as alíquotas incidentes sobre a soja, algodão, gado e madeira, incluindo o milho, a carne e a cana-de-açúcar. Com isso, a tendência é que aumente o valor de arrecadação. 

Botelho afirma que, com a aprovação da proposta, a contribuição do agro será mais justa ao Estado e não vai “matar o setor”. “Não talvez como eu gostaria, mas é um valor que vai agregar muito para o Estado e para o governador Mauro Mendes, e também não vai matar o agronegócio. Não vai nem fazer cócegas esses valores que eles vão pagar. Então, esses valores serão diluídos, entre os produtores, esses valores não vão prejudicar em nada e vai contribuir muito pelo Estado”. 

Botelho descreve que a arrecadação deve ficar entorno de R$ 1,5 bilhão. Isso porque, alguns setores de exportação não pagavam e agora passarão a contribuir. “Acho que vamos arrecadar 40% a mais do que foi arrecadado no ano passado”. 

O legislativo realizou vários debates com o setor produtivo e apresentou proposta do executivo. O deputado explica que por muitos momentos os parlamentares foram pressionados e mantiveram a postura, fazendo o enfretamento, exigindo que houvesse a taxação. 

“Quero agradecer a postura dos deputados, que nós tivemos força para fazer o enfrentamento firme e forte, nesta defesa e nós não arredamos o pé nenhum minuto. Essa decisão é decisão da Assembleia Legislativa, decisão do governo e do povo de Mato Grosso”.  

Mendes encaminhou a proposta do novo Fethab com a previsão de R$ 1,5 bilhão. Destes, 65% deve ir para algumas áreas como segurança pública, educação, assistência social e para pagamento de dívidas. Os outros 35% vão para a Secretaria de Infraestrutura para investimentos nas estradas.

Por  / Folha Max