Homem com câncer espera nascimento dos filhos gêmeos para morrer.

Justin apoiou a mulher, Jennifer, durante o parto e morreu três meses depois

Por Da Universa 03/02/2019 - 18:59 hs
Foto: Reprodução/AliWright/People

Jennifer e Justin Hanks estavam casados há apenas dois meses quando ele foi diagnosticado com câncer de próstata. Após a descoberta da doença, Justin passou por uma cirurgia para remover o tumor. 

"Ficamos arrasados. Ele ficou deprimido, mas nunca perdemos a esperança nem deixamos o câncer nos impedir de viver de forma normal. Seguimos em frente", conta Jennifer à revista People. 

Determinados a continuar vivendo, o casal planejou construir uma família. "Se, em cinco anos, ele fosse curado do câncer, teríamos perdido tempo de construir nossa família. Não queríamos que a doença controlasse nossa decisão de ter filhos". 

Então, o casal começou a realizar os procedimentos de fertilização in vitro e, quatro anos depois, soube que Jennifer estava grávida de gêmeos. "Ele estava tão feliz em ser pai. Depois, descobrimos que seriam dois meninos e ele ficou ainda mais empolgado. Foi um momento muito alegre". .

Durante a gravidez, Justin apresentou melhora. Ele passou por três cirurgias e muitas sessões de quimioterapia desde o diagnóstico, mas a mulher diz que a gravidez foi a que mais surtiu efeito. "Até café da manhã ele fazia para mim", conta. 

Reprodução/People

Imagem: Reprodução/People.

No entanto, Justin começou a piorar quando a mulher completou sete meses de gestação. Os médicos não garantiram que ele viveria para ver o nascimento dos meninos. "Foi muito difícil. Eu só pensava: 'Meu Deus, ele não pode morrer'".

Ele superou as expectativas dos médicos e ficou na sala de parto com Jennifer. Ela conta que, durante o parto, o ouviu dizendo. "Vamos, Jen, você consegue". "Foi fantástico. Parecia um milagre. Eu sabia o quanto ele queria estar aqui. Saber que ele conseguiu conhecer os bebês é o que me faz seguir em frente".

Justin viveu mais três meses após o nascimento dos filhos. Ele morreu enquanto dormia. "Foi um choque. Achávamos que ele iria sair dessa, que viveria. Foi duro e traumático, mas uma parte de mim estava feliz porque ele parou de sofrer".