Allan vai aguardar decisão do TSE sobre caso de Fabris e se prepara para atuar na base de Mauro

O risco de Allan não assumir a vaga na Assembleia se dá porque seu partido PDT faz parte da mesma coligação que o PSD de Fabris.

Por RD News 09/10/2018 - 19:38 hs
Foto: Karen Malagoli

Com risco de não assumir uma vaga na Assembleia, o deputado reeleito Allan Kardec (PDT) pode perder a cadeira para o deputado Gilmar Fabris (PSD), que está com os votos congelados por conta de pendências com a Justiça Eleitoral. Allan afirma que não ajuizará nenhuma medida para garantir sua posse, e que vai esperar a decisão da Justiça.

“Estou confiante na decisão do Poder Judiciário. Respeito o direito do deputado Gilmar Fabris de se defender e poder descongelar seus votos. Por outro lado, estou muito grato aos eleitores por reconhecer meu trabalho e depositar 18.629 votos. No começo achei que eram poucos, mas quando vi que muitos barões estavam tendo menos que isso, fiquei satisfeito”.

O risco de Allan não assumir a vaga na Assembleia se dá porque seu partido PDT faz parte da mesma coligação que o PSD de Fabris. A coligação - que fez parte do arco de aliança do governador eleito Mauro Mendes (DEM) - também conta o MDB, DEM, PSC, PHS e PMB, da qual foram eleitos nove deputados estaduais. Allan recebeu 18,6 mil votos, enquanto Fabris recebeu 22.913.

Fabris está com votos congelados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que indeferiu o pedido de candidatura do então candidato, por estar enquadrado na Lei da Ficha Limpa, com condenação em 2ª instância pelo crime de peculato. Fabris apelou para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e aguarda julgamento. Por essa razão, os votos recebidos por Fabris ficaram congelados e podem ser anulados caso o TSE mantenha a decisão do TRE.

Este será um novo momento da minha trajetória na política

Allan Kardec

Enquanto isso, Allan diz estar preparado para concluir este mandato como deputado, e inclusive está disponível para ajudar no processo de transição de governo de Pedro Taques (PSDB) para Mauro, de quem será base na Assembleia.

“Este será um novo momento da minha trajetória na política, porque já fui oposição por duas vezes, agora serei da base. E isso requer mais paciência, maior poder de diálogo. E quero levar isso para a Assembleia”, pondera Allan.

Eleito vereador por Cuiabá em 2012, Allan foi oposição de Mauro, quando este era prefeito de Cuiabá (2013-2016). Nas eleições de 2014 concorreu a deputado estadual e foi eleito suplente, assumindo a vaga deixada por Emanuel Pinheiro (MDB), que saiu da Assembleia para chefiar o poder Executivo municipal da Capital. Allan é deputado estadual desde janeiro de 2017, e era do Partido dos Trabalhadores (PT), do qual se desfiliou par ir para o PDT.

Por Vinicius Bruno / RDNews