Após invasão, grupo ‘Mulheres Contra Bolsonaro’ volta ao ar

A candidata ao governo de São Paulo pelo PSOL, Lisete Arelaro, convocou as mulheres a participarem do evento "Mulheres Contra Bolsonaro", com 59 mil participantes confirmados

Por Veja.com 17/09/2018 - 07:49 hs
Foto: Reprodução

O grupo no Facebook “Mulheres Contra Bolsonaro” sofreu uma invasão de hackers no sábado à noite e ficou toda a madrugada de domingo, 16, fora do ar. Os invasores trocaram o nome da página para “Mulheres Com Bolsonaro #17” e incluíram uma foto do candidato à Presidência da República do PSL, Jair Messias Bolsonaro, no perfil. Além disso, as nove administradoras foram excluídas.

Com mais de 2 milhões de membros, a página foi criada há duas semanas para fazer oposição ao presidenciável. O ataque fez com que o Facebook tirasse o grupo do ar para interromper as atividades dos hackers e poupar as administradoras. De acordo com porta-voz da rede social, depois de realizar uma investigação para apurar o ocorrido, a página foi restabelecida no início da tarde de domingo e devolvida às donas.

Após invadirem a página, apoiadores de Bolsonaro que foram incluídos no grupo fizeram postagens de teor ofensivo, como “esquerdistas de mer**”.

Nas redes sociais, muitos se manifestaram contra a invasão, mas também teve quem defendesse a atitude dos hackers. Em debate na TV Gazeta neste domingo, a candidata ao governo de São Paulo pelo PSOL, Lisete Arelaro, convocou as pessoas a participarem do evento “Mulheres Contra Bolsonaro” que acontecerá em 29 de setembro, com 59 mil pessoas confirmadas. A candidata à Presidência pela Rede, Marina Silva, Luciana Genro e Maria do Rosário também se pronunciaram pelo Twitter. 

O ciberataque contra o grupo é uma demonstração de como ditaduras operam. Qualquer ato autoritário é inaceitável, venha de onde vier, seja contra quem for. Toda minha solidariedade ao grupo. Que essa covardia seja investigada e punida.


Pelas nossas mãos de mulheres é que Ele - que representa o ódio, o desrespeito e a violência contra nossas vidas - será DERROTADO!


Os bolsominions hackearam o grupo de Mulheres Contra Bolsonaro. Mas somos muitas e somos fortes, por isso eles têm medo e tentam nos calar. Não vão conseguir! Este ataque sujo só vai nos fortalecer!


Marcelo Tas também prestou solidariedade, em suas palavras, ao grupo.