Polícia Civil de Confresa prende comerciante suspeito de estuprar adolescente de 12 anos

Por Wellington Peres 07/08/2018 - 10:00 hs

No dia 15 de julho, a mãe da adolescente F. M. M., de 12 anos, compareceu na Unidade de Polícia Civil de Confresa e relatou que sua filha alegou que teria sido abordada por dois homens com uso de canivete na mão, que a obrigaram a fumar um cigarro e que queriam sua mãe, porém, ela conseguiu escapar dos suspeitos. Na ocasião, devido à demora em chegar, os familiares começaram a procurar a menor que foi encontrada por seu tio J. P. M. M., de 31 anos.

A garota foi encaminhada ao Hospital, e alegou que um indivíduo entrou e tirou uma foto, como forma de intimidar, mas não soube identificar quem era.
A declarante omitiu fatos na primeira declaração e, após a vítima deixar a cidade, contou para uma tia o que tinha ocorrido, e após isso, procurou a Delegacia de Inaciolândia (GO), e informou que havia sido estuprada e assediada por seu tio e que inclusive, foi ameaçada por ele para não contar

nada. 
O Exame de Corpo de Delito demonstrou a existência de vestígios de conjunção carnal, compatíveis com a declaração da vítima. 

O suspeito alegou para a família que encontrou a menor em uma residência, e que teria chegado a quebrar a porta. A mãe de F. relata que após sua filha se mudar para Goiás, a real história veio à tona e que o abusador seria seu tio.

No decorrer das investigações, foram realizadas as oitivas da testemunhas citadas pelo suspeito, assim foi descoberto que os fatos não ocorreram conforme relatado, ou seja, o tio encontrou a menor na residência de um adolescente, estava em perfeito estado, inclusive os depoimentos são coerentes e não contraditórios, o que declinou que o suspeito ficou com a vítima por um certo período de tempo, no interior da residência do menor, sem saber o que ocorreu, inclusive a menor dizia que iria contar para mãe dela sobre os abusos sofridos.

O fato inusitado e repugnante ocorreu no dia 9 de julho. Uma testemunha foi intimada para prestar depoimento, e assim, os agentes tomaram conhecimento de que o suspeito, na companhia de seu advogado, procurou a testemunha e tirou uma foto da intimação, e informaram que o advogado era da polícia. Inclusive o bacharel procurou a unidade policial para ter acesso ao procedimento, porém, ele alegava representar a testemunha, fato que só veio à tona posteriormente, quando o depoente compareceu com seu representante legal.

Diante de tudo foi pedida prisão preventiva do suspeito e busca domiciliar que foi deferida pela Justiça.    

Na terça-feira (7), foi deflagrada a operação com o cumprimento de dois os mandados de busca e de prisão do suspeito, o Delegado de Polícia Civil, André Rigonato, irá realizar o interrogatório e posteriormente encaminhar o suspeito para Cadeia Pública de Porto Alegre do Norte. O Delegado parabeniza o excelente trabalho desenvolvido pelo Cartório Especializado e pelo Setor de Atendimento a Mulher, Idosos e Crianças da unidade (SAMIC).