Governo Temer se apresentou pelo Avesso.

Por Paulo Vargas 08/06/2016 - 16:09 hs

Um governo para ter confiança deve se apresentar com respeitabilidade e coerência! Respeitabilidade aos anseios da população, aos programas em curso no país e necessidades da pátria, principalmente quando é um governo que não trás a legitimação das urnas, não teve seu projeto de governo, sua proposta de pátria aprovado pelas urnas. Coerência por tudo que fez e pregou para chegar ao posto, sem negar as bandeiras nem inverter-se as expectativas da nação. No caso do “golpe” em curso no Brasil, temos um governo interino, que não tem nenhum dos dois pressupostos, primeiro entrou fazendo terra arrasada mudando tudo o que estava posto, sem respeitar programas duramente conquistados pelo povo brasileiro: programas de moradia, programas inclusivos de garantia de renda, programas de apoio a setores produtivos, programas de fortalecimento do nacionalismo, programas de fomento a ciência e tecnologia, programas de expansão do acesso ao ensino superior, em fim, desmonta as políticas publicas em curso no país. Segundo não tem coerência, pois segundo seus articuladores, conspiradores, golpistas, usurpadores, o golpe institucional apelidado de “Inpeachment” é fruto da ingovernabilidade do governo Dilma, gerada a partir das manifestações populares, surgiu por anseios das manifestações “coxinhas”. Mas estas manifestações, em sua primeira face, pediam o combate a corrupção, respeito a operação “lava jato” do juiz Sérgio Moro, e transparência no trato a coisa publica. Então onde estão estas exigências na apresentação do governo “golpista”? Em nada, absolutamente em nada! O governo interino do vice presidente Michel Temer, trás em seu âmago, por sua composição, a corrupção. Formado por 30% de ministros (homens) com envolvimento nas investigações da operação do Juiz Sérgio Moro, no congresso a base de sustentação é formada pela bancada do Presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha PMDB/RJ, mesmo partido do, impostor Michel Temer e mais o que há de nefasto na política brasileira, 25% do congresso, que apoia o “novo” governo tem processos na justiça, por todos os tipos de crimes, de corrupção a homicídios. Agrava-se ainda mais a indecência do governo golpista, após a divulgação das gravações do Peemedebista Sergio Machado, ex-senador, ex-presidente da Transpetro, empresa estatal do petróleo, cargo que ocupou indicado pelo PMDB. Se esta gravações, envolvem três dos mais influentes políticos da articulação do PMDB, no pré-golpe, imagina-se que não escapa nenhum dos outros. Ou o Presidente em exercício do partido, Romero Jucá, nunca iria ligar ao vice presidente da República e presidente licenciado do partido Michel Temer, ou aos coordenadores do golpe: Eliseu Padilha (Quadrilha) e Moreira Franco. É evidente que todos estão no mesmo barco. Este fato já levou a grande parte dos apoiadores do “Fora Dilma" a gritar "Fora Temer".